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O rebranding que durou 6 dias: as lições da Gap e da New Coke

Por Equipe Manual de Marcas · 04/06/2026

Mudar uma marca que ninguém ama é fácil; mudar uma marca que o público adora é onde as empresas tropeçam. Dois casos clássicos mostram o tamanho do risco — e ambos terminaram em recuo público e constrangedor.

Gap: o logo que durou 6 dias

Em 6 de outubro de 2010, a Gap trocou seu logo clássico — as letras serifadas dentro do quadrado azul — por uma versão em fonte Helvetica com um pequeno quadrado deslocado. Não houve aviso, contexto ou explicação. A reação foi instantânea: milhares de comentários de protesto, contas paródia nas redes, um site para as pessoas zombarem criando o "próprio logo da Gap". Seis dias depois, em 12 de outubro, a empresa recuou e restaurou o logo antigo. O novo símbolo havia durado menos de uma semana.

New Coke: o sabor que durou 79 dias

Vinte e cinco anos antes, a Coca-Cola havia cometido um erro de mesma natureza, em escala ainda maior. Em 23 de abril de 1985, mudou sua fórmula pela primeira vez em 99 anos. Os testes cegos apontavam que os consumidores preferiam o sabor mais doce da nova versão — mas o público não comprava apenas sabor: comprava identidade, memória e pertencimento. Vieram dezenas de milhares de cartas e ligações de protesto. Em 11 de julho de 1985, 79 dias após o lançamento, a fórmula original retornou como Coca-Cola Classic. A própria empresa hoje trata o episódio como um de seus erros mais memoráveis.

A lição comum aos dois fracassos

Gap e New Coke erraram pelo mesmo motivo: trataram a marca como propriedade exclusiva da empresa, quando ela já era também do público. Quando uma marca se consolida, ela acumula um vínculo emocional que não aparece em teste cego nem em reunião interna. Mudá-la sem motivo claro, sem preparar a base e sem explicar o porquê é convidar a rejeição.

Isso não significa que marcas não devam evoluir — devem. A diferença está no método: rebranding bem-sucedido tem diagnóstico, razão estratégica, transição cuidadosa e comunicação. É o oposto da troca por impulso. Para ver o contraponto — mudanças que deram certo —, leia marcas que mudaram de nome e deram certo, e para entender a base que sustenta uma marca, como construir o posicionamento da sua marca.

O essencial

A Gap recuou em 6 dias; a Coca-Cola, em 79. Os dois casos ensinam que marca consolidada se evolui com estratégia e respeito ao vínculo do público, nunca por impulso. Veja mais cases de marca e suas lições e, para conduzir uma mudança com método, conte com o serviço de branding da Integrare.

Perguntas frequentes

Por quanto tempo durou o novo logo da Gap?
Seis dias. A Gap lançou o novo logo em 6 de outubro de 2010 e, diante do backlash imediato nas redes sociais, voltou ao logo anterior em 12 de outubro de 2010 — uma das reversões mais rápidas da história corporativa.
O que foi a New Coke?
Foi a reformulação da Coca-Cola lançada em 23 de abril de 1985, a primeira mudança de fórmula em 99 anos. A reação negativa do público foi tão forte que a fórmula original voltou ao mercado como Coca-Cola Classic em 11 de julho de 1985 — 79 dias depois.
O que esses casos ensinam sobre rebranding?
Que marca consolidada tem um dono emocional: o público. Mudanças sem motivo claro, sem preparar a base e sem comunicar o porquê tendem a fracassar. Rebranding funciona quando há estratégia, transição e uma razão que o cliente entende.

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